A arquitectura surge como superfície de inscrição do tempo. Estruturas que persistem, mesmo quando a sua função original se dissolve, tornam-se matéria de leitura.
Mais do que documentar lugares, estas imagens constroem um campo de observação onde permanência e transformação coexistem. A matéria revela-se instável, atravessada por deslocações subtis, por vezes resultantes de longas exposições e variações da distância focal.